Existem dois momentos os quais deveria ser permitido uma pessoa morrer:
- Extrema tristeza
- Extrema felicidade
No primeiro, serviria como alívio! Quem não quer sossego nos momentos de depressão? Quem não quer uma solução imediata para aquele problema que a não se vê luz em lugar algum? A morte é um prêmio para essas pessoas. Quem herdará essa tristeza? Ninguém, talvez. Aí esse ciclo encerraria. Se não encerrasse, ao menos seria dado a alguém que suportaria melhor. se não suportasse, que morresse também, exterminaria a raça triste do mundo... uma espécie de eugenia.
No segundo momento, seria uma dádiva de Deus. Ele nos daria passagem direta aos céus! O ser humano deveria procurar a felicidade o tempo inteiro e quando achasse, fosse levado aos céus. Seu objetivo teria sido alcançado. Ninguém lamentaria, pelo contrário, parabenizaria o morto! "Morreu mais uma pessoa que conseguiu encontrar a felicidade".
Na hora de ganhar um presente, no primeiro beijo, na hora de estar fazendo sexo com a pessoa amada, numa formatura, no nascimento do filho... nessas horas Deus viria e recolheria a pessoa. O céu seria um júbilo só. Deus seria procurado o tempo inteiro.
Mas Ele é um egoísta, egocêntrico de marca maior. Não nos deixa escolher quando morrer, quando viver... suicído? Pecado! Crime! A morte tem que ser dolorida? O ser humano tem que ter instinto pra viver nessa sociedade torpe, corrupta, ingrata, podre? Temos que morrer quando temos muita coisa agendada, pessoas que dependem de nós, alguém que nos espera? Por que não um curso, uma preparação, uma data?
Se a vida é nossa, de fato e de verdade, por que não fazer dela o que bem entendermos? Vender, tirar, estragar, consertar...
Enquanto isso, sentar-me-ei no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, mas quem diz que eu mereço esse dom?
Sábado, Junho 28, 2008
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